terça-feira, 27 de agosto de 2013

Centro de Referência de Diabetes começou a funcionar no Rio de Janeiro

O mais novo centro de referência no tratamento de diabetes do estado entrou em funcionamento nesta terça-feira (27/08).
Com capacidade para atendimento de 2.200 pacientes por mês, o espaço fica na Policlínica Piquet Carneiro, em São Francisco Xavier, Zona Norte do Rio. O investimento foi de R$ 1 milhão através da Faperj (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro) e do Hospital Universitário Pedro Ernesto, ligado à Uerj (Universidade do Estado do Rio de Janeiro).
O atendimento no centro de referência é gratuito e os pacientes serão monitorados por uma equipe multidisciplinar com médicos, fisioterapeutas, enfermeiros, nutricionistas, professores de educação física e psicólogos. A chefe do serviço de diabetes da Uerj e coordenadora da clínica, Marília de Brito Gomes, destaca que o paciente precisa ser tratado de forma integral.
“A proposta é que o paciente faça o máximo de exames complementares no mesmo dia. Aqui tratamos não apenas a diabetes, mas todos os problemas que ela acarreta, não só físicos como psicológicos. Os pacientes têm que ser vistos como um todo”, explicou.
O espaço não atenderá emergências e por enquanto os agendamentos de consulta são feitos para os que já se tratavam no Hospital Pedro Ernesto. Em breve, serão abertas vagas para encaminhamento das secretarias estadual e municipal de Saúde.
Os pacientes contam com sete salas de ambulatório, uma sala para atendimento nutricional, uma de pesquisa clínica, uma sala para consulta oftalmológica, uma para avaliação cardiovascular, uma sala para avaliação de neuropatia, e uma para exames, além da brinquedoteca para as crianças.
“O atendimento será feito das 8h às 17h. Aqui os pacientes também terão a aplicação de insulina, contarão com fitas de automonitorização, e das medicações básicas do SUS”, enumerou Marília.
Outro serviço importante do espaço será o atendimento às gestantes com diabetes. O objetivo é reduzir os riscos de complicações materno-fetais em uma população de alto risco.
Em tratamento há 11 anos de diabetes do tipo 1, a operadora de caixa Pâmela dos Santos, 21, conta que o acompanhamento da doença tem que ser feito de perto, já que ela é dependente de insulina e segue uma dieta restrita.
“Eu me sinto muito segura com o tratamento do Pedro Ernesto. Agora com esse novo espaço será ainda melhor. Eles fazem um acompanhamento muito rigoroso, com vários exames. Isso é importante para controlar a diabetes”, afirmou.

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