segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Insistindo num tema que poucos gostam de 'assuntar'

A epidemia do consumo de crack atinge a marca de 300 mil brasileiros, e continua crescendo.

No domingo, esse espaço do Terceira Via foi dedicado ao crack, um assunto que muitos não gostam de ler por entender que não lhes diz respeito. Quem fecha os olhos para esta triste realidade só faz ajudar a agravar este problema que é de todos, visto que ganhou escala de epidemia. O país tem hoje mais de 300 mil usuários da droga.

Segundo levantamento do Ministério da Justiça e da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), 78,7% dos usuários são do sexo masculino, com idade média de 30 anos que consomem a droga há um tempo médio que varia entre cinco e oito anos. Quase 50% desta legião de perdedores perambulam pelas ruas sob o efeito da pedra ou sonhando com o próximo consumo. Sem dinheiro ou ocupação, eles ajudam a aumentar as estatísticas de assaltos e outros tipos de crime, levando um problema de saúde pública a impactar também a segurança.

O país convive com esse complexo dilema sem saber exatamente com solucioná-lo. A mesma Fiocruz tem em mãos um estudo apontando que mais de 50% das usuárias já haviam engravidado ao menos uma vez e cerca de 10% das viciadas relataram estar grávidas. Há dez anos, o Hospital Universitário Pedro Ernesto, no Rio de Janeiro, encaminhava um bebê – filho de viciada – para a 1ª. Vara da Infância, da Juventude e do Idoso. Hoje, esse número subiu para três bebês por semana. A escala é geométrica. E tem gente achando que isso também não é problema nosso.

Se ocorre na capital, em breve esse número absurdo de bebês abandonados será mais um problema social para Campos e região. Fingir que isso não nos afetará, em nada contribui para buscar e encontrar a solução.

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