terça-feira, 10 de setembro de 2013

Rock in Rio retorna com números superlativos

Bruce Springsteen, Beyoncé e Justin Timberlake são as principais atrações.

Chegou a hora da grande romaria do pop e do rock. A partir da próxima sexta (13 de setembro), durante sete dias, cerca de 600 mil pessoas se deslocarão para a Cidade do Rock, em Jacarepaguá (300 mil delas de fora do Rio).


Bruce Springsteen, Beyoncé e Justin Timberlake são as principais atrações de um festival cujo impacto econômico na cidade do Rio é de mais de R$ 1 bilhão (cerca de US$ 482 milhões), segundo estudo realizado pela Riotur (15% a mais do que a última edição, em 2011, que teve renda de US$ 420 milhões).


O estudo prevê ainda que os gastos dos turistas na cidade (não incluindo a compra de ingresso e transporte até a Cidade do Rock) seja de aproximadamente US$ 246 milhões (R$ 500 milhões). A estimativa de gastos com alimentação e produtos na Cidade do Rock é de US$ 30 milhões (mais de R$ 60 milhões). O festival gera cerca de 18 mil empregos diretos e indiretos e a taxa de ocupação hoteleira alcança 95%.


O inventor dessa bem-sucedida franquia é o publicitário Roberto Medina, de 66 anos, que revela, em entrevista à reportagem, o segredo da longevidade e da aparente "blindagem" que seu festival usufrui no meio da crise do show biz nacional. Segundo Medina, embora a edição 2013 tenha ficado mais cara do que a de 2011, ele arrecadou mais patrocínio: R$ 104 milhões.


Medina rebate as críticas de que de "rock" o festival não tem mais nada. "O cara que se manifesta nas redes sociais é o mais radical, mais ativista, mais duro e heavy. Muita gente incorre no erro de ter de agradar à manifestação das redes sociais. Eu digo: tem de olhar também para a rede social, mas com cuidado. É preciso ter feeling", afirmou Medina, que, embora tenha curadores, dá a última palavra em todo o cast do festival.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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