sábado, 16 de novembro de 2013

Uso da internet faz surgir consumidor mais exigente

Comprar um produto nunca foi tão fácil. Reclamar dele depois, caso dê defeito, é mais fácil ainda.
E se a empresa não fornecer um bom atendimento? Todo mundo fica sabendo com dois cliques. A internet, em grande parte por conta das redes sociais, trouxe à tona o consumidor 3.0. Ele é aquele que pesquisa antes os melhores preços, compra online e dá o seu parecer final. Segundo pesquisa da HSM Management, especializada em gestão de empresas, o consumidor 3.0 tem o “hábito de buscar informações, comparar e criticar, e há mais racionalidade em seu processo decisório, mesmo em condições de compras mais emocionais”.
O crescimento do comércio online é notado pelas lojas. Segundo Marcelo Ribeiro, diretor de e-commerce da Máquina de Vendas, empresa resultante da fusão entre Insinuante e Ricardo Eletro, o segmento “ponto com” passa por forte expansão. “Entre 2010 e 2012, o online cresceu cinco vezes, e hoje corresponde a 20% das vendas da loja. Em 2013, esperamos crescer 24%, acima da estimativa do mercado. A expectativa de faturamento é de R$ 2 bilhões”, explica.
A grande vantagem das compras online é poder realizá-las de qualquer lugar do país, com suporte do SAC e acompanhamento de entrega. Além disso, o cliente ainda pode consultar a opinião de outras pessoas que já adquiriram o produto antes de comprá-lo. 
O novo consumidor brasileiro já pode ser analisado em números. De acordo com o relatório da E-bit, que fornece informações sobre o e-commerce nacional, no primeiro semestre de 2013 aproximadamente quatro milhões de pessoas fizeram sua primeira compra online. Com isso, o número total de “e-consumidores”, que já fizeram ao menos um pedido pela internet, chega a 46,16 milhões. O faturamento do comércio eletrônico impressiona: R$ 12,74 bilhões nos primeiros seis meses do ano, 24% do que o mesmo período de 2012.

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