segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Você sabe o que é 'selfie'?

Fenômeno considerado novo já é alvo de estudos pela velocidade como conquistou o mundo.

Houve uma época em que grandes pintores – como Van Gogh e Picasso – e também celebridades – como Frida Kahlo e Andy Warhol - ou mesmo fotógrafos renomados faziam seus autorretratos. Hoje, com a tecnologia avançada ao alcance das mãos – aliada aos fenômenos Facebook e Big Brother da exposição a qualquer preço – não deve existir uma única pessoa que não tenha tirado uma foto de si mesma. É isso que chamam “selfie” – que vem de “self portrait - o “autorretrato”.
Na falta de um espelho, adolescentes se fotografam para ver como ficou a maquiagem. Vaidosas postam nas redes sociais suas unhas feitas recém saídas da manicure. Glutões clicam e divulgam os pratos que vão devorar. Fetichistas registram os próprios pés ou o olhar para serem vistos. Vivemos a era da autoexposição.
Sem um fotógrafo oficial por perto, a primeira-ministra da Dinamarca, Helle Thorning Schmidt, clicou a si própria ao lado de Barack Obama – Ah! sim, o primeiro-ministro britânico David Cameron também participou da brincadeira - durante os funerais de Nelson Mandela. Este tornou-se o “selfie” mais famoso do mundo, na medida que tal exposição provocou uma briga entre a ciumenta Michelle e o distraído homem mais importante do mundo.
Diante da expectativa de uma tentativa de suicídio de um homem, em Nova York, uma jovem turista tomou uma decisão inusitada: fez um “selfie” de si mesma, tendo ao fundo o suicida que, ao final, foi resgatado antes de cometer uma loucura. Mas a falta de juízo da jovem acabou nas páginas do The New York Post.
Depois do “barraco Obama”, pesquisa do Global Language Monitor apontou “selfie” como a palavra mais popular da internet. O Dicionário Oxford escolheu o termo como “a palavra do ano” – usada 17.000% a mais do que em 2012, ano em que foi citada na rede praticamente pela primeira vez.
Compatriota de Helle Schmidt, o pesquisador e professor da Universidade de Copenhague, Bent Fausing, publicou recente artigo que aponta a existência de uma “sociedade da tela”, pessoas em proporções planetárias que querem – entre outras coisas - controlar a forma como são vistas. Beirando também, segundo ele, ao narcisismo e a autopromoção.

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