sábado, 25 de julho de 2015

Desaceleração do setor ceramista preocupa empresários de Campos

A crise econômica afetou as cerâmicas de Campos. Pelo menos 30% dos seis mil trabalhadores  - que as mais de 120 fábricas empregavam - já foram demitidos, segundo estimativa do Sindicato dos Ceramistas (Sindicer). 
A desaceleração do setor, considerado o maior polo industrial do estado do Rio de Janeiro, foi confirmada pelo presidente do Sindicer de Campos, Amaro da Conceição de Souza.

Os custos de produção - como energia elétrica - subiram e, em contrapartida, as vendas caíram. “Produzimos para vender, mas não tem comprador. A conta de luz de uma fábrica que produz de 800 mil a um milhão de tijolos subiu de R$ 13 mil para R$ 25 mil e, por isso, está muito difícil continuar trabalhando. Estamos tentando nos adequar à realidade para sobreviver”.

A produção mensal da cerâmica de Valesca Aparecida caiu de 400 mil para 300 mil tijolos e preocupa a empresária. “Estamos na expectativa de que até o mês que vem melhore, senão vamos ter que reduzir mais ainda a produção e dispensar mais funcionários”, comentou Valesca.

Iraldo Domingues trabalhou em uma cerâmica por onze meses e foi mandado embora no mês passado. “Eu fui demitido e fiquei surpreso. A empresa alegou que o setor está em crise”, ressaltou. Além dele, outros nove funcionários perderam o emprego e os 28 que ficaram se sentem inseguros. “Tenho medo de perder o emprego. Tenho família para sustentar, imagina ficar desempregado em uma época que ninguém está contratando? É complicado”, disse José Pontes.

A crise afeta também aos motoristas que terceirizam o transporte das olarias. Mauro Leite é autônomo e tem ficado muitos dias do mês sem trabalhar. “Fazia na faixa de 20 a 25 fretes, mas agora caiu para dez viagens, em média. Às vezes passo uma semana inteira sem fazer frete algum. Está difícil”, reclamou Mauro.

Fonte: Jornal terceira via

Nenhum comentário:

Postar um comentário